quarta-feira, 20 de novembro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mamãe cansada ou mamãe desleixada?

Estive refletindo sobre uma discussão entre mães, na qual algumas alegavam que valia andar de qualquer jeito dentro de casa, sem se preocupar com o que está vestindo, e que podiam dormir e acordar a hora que quisessem, uma vez que seu “turno” tem horário maluco. Em parte é verdade.

É certo que quando se tem um bebê em casa ou quando os filhos são pequenos e estão adoentados pela noite é necessário, quase vital, uma cochilada durante o dia. O que não vale é achar que, por causa da maternidade, a vida e a rotina acabaram. Nem mesmo é justificativa para que se tenha um bad hair dayperene.



Pergunto-me se as mães que trabalham fora ficam tirando sonecas pelos cantos, no sofá ou na cadeira de trabalho? Ou se vão trabalhar de pantufas, sem se pentear, com um cabelo enrolado em uma presilha? Ora, se conseguem dominar seu sono e se enfeitar para o exercício laboral fora de casa, por que não para o exercido dentro do lar? Por que razão nossos filhos e maridos merecem tão pouco?

Fico encantada com as histórias das mulheres de antigamente que tinham mais de dez filhos. Eram as primeiras a levantar e as últimas a irem dormir. Sempre bem asseadas, com os caprichos que lhes eram permitidos por seus recursos na época. Sempre pontuais e diligentes. E, claro, estou falando de capricho, autodisciplina e elegância, mas não necessariamente que todas eram princesas desfilando os melhores vestidos na corte. Cada situação, necessidade, circunstância histórica e cultural, e condição social impõem determinada aplicação concreta e prática da elegância, mas, como é óbvio, é sempre elegância.

Se quisermos ser exemplo pra nossos filhos é necessário mais que mera disposição e romântica boa vontade. Nossos filhos precisam se livrar desse terrível mal do hedonismo e da frouxidão – que se manifesta também nos gestos exteriores. Temos que nos policiar para sermos pontuais, organizadas, bem arrumadas e mostrar felicidade e positividade a eles.

Demais? Somos humanas? Sim! Não nos nivelemos por baixo, entretanto.  Se eu tenho disposição para passar noites acordadas para terminar um trabalho para meu chefe ou a fim de conquistar minha promoção na empresa, e no outro dia estou cedo pronta e arrumada novamente para o escritório, por que eu não faço o mesmo pela minha família?

E o computador e a pilha de papéis que me acompanhariam pelo serão na madrugada não vão me dar o mesmo sorriso banguela lindo de gratidão. E, no entanto, no convívio diário com meus pequenos e com meu marido, eu me aprumo como para meu emprego?

Um disclaimer. Não estou dizendo que não vamos ter um dia ruim, nem que não possa me vestir de modo mais casual ou despojado, e que tenho que ser perfeita ou encarnar uma caricatura de grande dama da alta sociedade. Tenho, sem embargo, que me esforçar pela minha família como se me esforçasse pela carreira profissional. Também no modo como me visto, me maquio e pinto as unhas.


Devo não criar um personagem de uma elegância vazia, mas dar a melhor versão de mim mesma.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cheias: de classe!

Muitas amigas me pedem que eu poste roupas para as mais cheinhas.

É verdade que é difícil de achar roupa modesta e de bom gosto para aquelas mulheres que possuem um manequim maior do que a indústria da moda estabelece como “normal”. Aproveito para dizer que o que eles consideram normal, de normal não tem nada.

Desculpem, meninas por não poder colocar mais modelos aqui. É difícil mesmo encontrar, e imagino a ginástica que se deve fazer para encontrar uma roupa plus size que fique bem e modesta.



Sou contra a ditadura da magreza. Se a mulher é saudável e se está feliz, qual o problema de ser um pouco maior que a média?

Aliás, em minha humilde opinião, quanto mais magra, mais feia fica a mulher. Ela perde suas formas naturais, que a tornam tão feminina. Mesmo mais cheinhas. Falo isso, pois quando jovem tinha muita tendência a perder peso. O que muitos consideravam uma coisa boa, para mim era um pesadelo. Ficava com aspecto de doente e sofria muito com isso. Graças a Deus com o passar dos anos e com os filhos que Deus me mandou minha briga agora é outra.

Desconfio que esse “padrão” que nos empurram de mulher quase desnutrida tenha a ver com a necessidade desses estilistas acabarem com o gênero feminino por natureza. Tornam homens em metrossexuais, quase umas mulheres, e mulheres em tábuas. Mulher magra é bonita, sim, mas depende da magreza, depende da pessoa e antes de mais nada o que importa é ser saudável e feliz.


Na página do Femina no Facebook também tem um álbum especial só de tamanhos grandes.