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sábado, 7 de março de 2015

Curso: Como catequizar seus filhos em casa

Do meu outro blog, que tenho com meu marido, reposto:



Você quer aprender como catequizar seus filhos em casa?



Com eficácia, transmitindo doutrina segura e os ajudando a crescer não só no conhecimento da fé católica como na intimidade com Cristo e na busca pela santidade? 

Quer aplicar princípios pedagógicos sérios na catequese infantil no lar e entender o processo de conduzir as crianças a Deus? 

Está perdido quanto ao conteúdo que deve ser passado?

Aguarde o curso em vídeo que estamos preparando eu, Aline, com mais de dez anos de experiência em educação infantil, e meu marido Rafael, profundo conhecedor da doutrina da Igreja e estudioso dos temas da Igreja desde 1994, fundador e diretor-geral do Salvem a Liturgia, e que foi membro por muitos anos da equipe do melhor site de apologética em língua portuguesa, o Veritatis Splendor, além de ter artigos publicados no site oficial da Congregação para o Clero, no Vaticano, e ser autor de vários livros religiosos recomendados por grandes Bispos. Ou seja, nós dois juntos temos experiência e condições de ajudar você a preparar uma série excelente de aulas para a catequese doméstica dos seus filhos.

O Rafael e eu somos casados desde 2008 e já temos quatro filhos. Ensinamos os rudimentos da fé católica a todos eles, e a mais velha, Maria Antônia, com cinco anos, já está sendo formalmente catequizada justamente com esse método que iremos propor no curso.

Olhem só os temas das oito aulas em vídeo que constarão do curso:

Aula 01: Apresentação
Aula 02: A função dos pais como catequistas e o propósito da catequese no lar
Aula 03: Princípios pedagógicos aplicados à catequese no lar
Aula 04: Os temperamentos e como isso influencia no aprendizado da criança
Aula 05: Respeitando a maturidade da criança, mas incentivando-a a ir além
Aula 06: Como preparar um bom plano de aula
Aula 07: O conteúdo do livro de catequese e como tirar maior proveito dele
Aula 08: Preparando seus filhos para se confessar e comungar

Além dos vídeos, um e-book em PDF, pronto para ser impresso, e com o conteúdo das aulas de catequese para o seu filho, será enviado a todos os que se matricularem. 

O investimento será acessível a todos e o material que já estamos organizando está muito bom.

Em breve, mais informações, o modo de efetuar a matrícula e realizar o pagamento. Tudo rápido, simples e muito barato - ainda mais pensando no tesouro da fé que você passará ao seu filho, maior bem que podemos deixar de herança.

Fique atento e não perca essa oportunidade!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

10 Perguntas e respostas sobre mim

Leitores me enviam constantemente perguntas pessoais para me conhecer melhor, saber meu estilo, minhas inspirações, minha rotina. Guardei essas perguntas e agora vou responder a algumas delas. A intenção é que me conheçam melhor, guardem algumas dicas bem práticas que coloco nas respostas, e possam ver que esse meu blog é bem pessoal e despretensioso. Sou uma pessoa normal como vocês, e a elegância e a modéstia podem ser vividas, sem afetações, sem deslumbres, sem caricaturas, por qualquer uma!

1. Aline, onde você nasceu? E onde já morou? Tenho curiosidade porque vejo você falando que mora em tal cidade, e algum tempo depois em outra. 

Bem, a família do meu pai é de Piratini, e a da minha mãe Pelotas, ambas no RS. Meus antepassados paternos, que vieram da Itália, ergueram uma estância - como chamamos a fazenda aqui na pampa - no 5º Distrito de Piratini. Parte da família do meu pai, pelo lado da mãe dele, era do Herval, uma cidade na fronteira com o Uruguai, de profunda tradição estancieira e gaúcha. Já a família da minha mãe era urbana, e uma parte dela é descendente de imigrantes irlandeses.

Embora meu pai tenha sido criado em Piratini, eu nascei em Encantado, RS, onde ele trabalhava na época, em função de seu serviço como engenheiro agrônomo. É uma cidade de colonização italiana, e fica na metade norte do Estado. Logo em seguida, ainda bem pequena, meus pais se mudaram para Arroio Grande, fronteira com o Uruguai, e depois voltamos a Piratini, onde passei a maior parte da infância e da adolescência. Aos quatorze anos fui estudar sozinha em Pelotas, que fica a 100km de Piratini. Frequentei o curso de Magistério e voltava aos fins-de-semana para casa em Piratini. Depois de formada fiz vestibular para Direito e passei, passando a frequentar o curso jurídico na UCPel e após na UFPel.

Ao começar o namoro com o Rafa em 2002 - conto essa história aqui em nosso outro blog -, que nasceu, morava e estudava em Pelotas. Ele também era da área, advogado quando começamos a namorar, e se preparava para concursos públicos de carreiras jurídicas. Continuei morando em Pelotas em função da faculdade e do namoro. Noivamos, ele passou para o concurso de delegado de Polícia, foi morar em Porto Alegre para cursar a ACADEPOL, nos casamos em outubro de 2008, e em fevereiro de 2009 fomos morar no Itaqui, fronteira com a Argentina, onde ele foi lotado para chefiar a delegacia local.

Em julho de 2010 o Rafael foi transferido para Santa Vitória do Palmar, fronteira com o Uruguai, bem pertinho do Chuí, no extremo sul do RS. Ficamos lá até maio de 2014, quando meu marido foi transferido para o plantão de polícia em Pelotas, e passamos a morar em Piratini, onde até hoje estamos.

2. Quais as inspirações para os nomes dos seus filhos? Aliás, eles - e os nomes - são lindos. Parabéns. Você pretende ter mais?

Obrigada. Os nomes deles são todos de santos de nossa devoção familiar. Maria Antônia em honra da Santíssima Virgem e de Santo Antônio de Pádua, de quem sou muito devota desde pequena, até mesmo antes de ser católica de verdade. Bento em honra de São Bento - e também do Gen. Bento Gonçalves, grande herói do Rio Grande do Sul, e do Papa Bento XVI, então reinante. Theresa por conta de nossa veia fortemente carmelita, espiritualidade que deu à Igreja a grande Santa Teresinha do Menino Jesus, madrinha de nosso casamento, aliás. Maria Luiza foi o nome que a Maria Antônia escolheu para a maninha, e já a colocamos sob a proteção de Santa Luísa de Marillac.

Sim, pretendo ter mais. Quantos? Os que o Senhor enviar. Devemos estar abertos à vida. É o que nos pede Jesus e nos convida a Igreja. Confiança na Providência, generosidade a Deus, firme propósito de criar uma família santa, e fé que os filhos são uma bênção - a Bíblia nos diz que são como flechas e é bendito aquele pai que encheu sua aljava (cf. Salmo 126,3-5).

3. Eu gostaria de saber mais sobre como você lida com a rotina dos filhos, e também como é sua relação com a empregada.

Olha, rotina é tudo. É disciplina, é formação do caráter dos filhos, é uma educação para a vida em sociedade, e um preparo que os auxilia até mesmo na vida espiritual. Aqui em casa tem hora para tudo e todos. O que não significa que, eventualmente, não se possa quebrar a rotina, até para que os filhos aprendam a improvisar e a resolver situações que saem da normalidade. Com muita calma, muita naturalidade, muito amor, mas também pulso firme, vamos domando os instintos da criançada e os educando para que eles usem seus talentos em benefício do próximo e no centro da vontade de Deus. 

Penso que a relação com a empregada tenha a ver com a rotina, pelo que entendi. Tenho a graça de possuir uma empregada doméstica de confiança, e que nutre muito carinho para com meus filhos. A relação doméstica é baseada na hierarquia, claro, mas sobretudo na confiança. Todos os que trabalham aqui em casa sabem como criamos nossos filhos e nos auxiliam nisso, de acordo com as nossas ordens.

4. Quais revistas de moda você recomenda? E outras revistas que o público feminino poderia apreciar?

Brasileiras? Não recomendo propriamente nenhuma. Acho que comprar, vez ou outra, alguma para filtrar o que é bom pode ser válido. É o que faço aqui. Agora assinar, comprar como colecionadora, é perda de tempo e dinheiro porque muito do que ali é mostrado acaba afrontando a dignidade da mulher e não a ajuda a se vestir com modéstia. Tendo bom senso, pode-se colher algo de bom, claro. Nesse sentido, as melhorzinhas, que são as que compro mais seguidamente, são Estilo, Vogue, Elle, Manequim, e Glamour. Um grupo de moças cristãs, blogueiras de moda ou envolvidas no universo fashion com valores, está lançando a Preciosa, que acho que vale a pena conferir.

Nos EUA, existem quatro revistas de moda, dentro da proposta da elegância e da modéstia, com todo aquele aparato e cara de revista secular, mas focada em um padrão cristão - sendo moderna sem deixar de ser modesta, estando no mundo sem ser do mundo -, que gostaria de recomendar. A primeira e mais tradicional é a excelente e tradicional Eliza, uma revista de orientação protestante. Já as demais revistas são católicas, e tratam dos mesmos assuntos e com propostas semelhantes: ser uma espécia de "Elle", "Vogue", "Claudia" ou "Cosmopolitan" cristã. São as seguintes: Regina, Verily, e Radiant. Existe também a revista exclusivamente online Jen Magazine, que é mórmon.

Outras revistas que não sejam de moda e que acho que deva recomendar são a espanhola El Mueble e Vivir en el Campo. São da linha casa & decoração, e, ao contrário dessa mania brasileira de residências com cara de cozinha e banheiro ou de apartamento dos Jetsons, trazem uma arquitetura mais humana e tradicional, que aliam o luxo, o requinte, e até um certo ar moderno, ao conforto de um lar e à beleza de morar bem. Também revistas de formação sobre o mundo em geral, política, cotidiano, como a Veja. E o novíssimo jornal Mídia sem Máscara, versão impressa do já tradicional portal de política, economia e cultura. A MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia também é recomendável ler.

5. Quais são as suas marcas e grifes favoritas?                            

Eu compro uma marca e uma grife pela qualidade, não por ser marca ou grife. E, por isso, também compro coisas que, sendo boas e duráveis, além de bonitas e elegantes, não sejam lá tão badaladas e caras. Não pago bem mais caro algo de grife só por ser de grife. Até um certo preço entendo adequado e, se eu posso pagar, pago, porém não com aquela vontade de ter algo caro só para aparecer e ser diferente. Muitas vez o que parece caro é apenas investimento, já que, com boa qualidade, os itens e peças tendem a durar mais e, sendo clássicos, se tornam atemporais, podendo ser usados várias vezes por muito tempo.

Gosto tanto de comprar em fast fashion, principalmente Zara e Renner. Mas consumo também as minhas marcas preferidas: Anna Karenina, M. Officer (as calças jeans são perfeitas), Rabusch (blazers, terninhos, tailleurs, saias e vestidos de corte clássico e lindíssimos), Le Lis Blanc, Lu by Lolita, Brooksfield, Gregory, Twin-Set, Lança Perfume (amo os vestidos deles), as malhas e tricôs da Biamar e Anselmi, e Maria Valentina (talvez minha grife brasileira preferida). 

Gosto também da Ralph Lauren e da US Polo Assn, marcas americanas que combinam com meu estilo rural chic. 

As minhas parceiras Cassia Segeti e Praxedes são marcas novas e que estão se firmando muito bem no mercado, e uso suas roupas com orgulho, pois têm qualidade, preços justos e uma perfeita modelagem, sendo que, além disso, são garantia de segurança em modéstia e recato. Também as lojas Lara Bless e Divinite, que embora não possuam confecção própria, vendem roupas no mesmo estilo modesto e elegante, e são minhas parceiras.

As minhas jóias favoritas são da Vivara.

6. Para onde você gosta de viajar? E para onde gostaria dos lugares em em que ainda não foi?

Eu adoro viajar. Gosto muito de Buenos Aires, de Montevideo e de Punta del Este. Lugares clássicos, chiques, com coisas bonitas para ver e muita cultura para absorver, além da elegância que paira no ar dessas três cidades.

Mas eu amo também ir para o interior, descobrir cidadezinhas isoladas no RS, no Uruguai e na Argentina. E adorei conhecer Natal, no RN, e suas belas praias. 

Sempre que posso, fins-de-semana e até dias normais, dou uma escapadinha para a nossa fazenda, que fica a 10, 15 minutos de carro.

Paris e Roma ainda não conheço, e quero muito conhecer. E acompanhar meu marido em sua sonhada excursão pelo sul dos EUA.

7. Qual a sua cor favorita?

Pode soar meio clichê, mas gosto de todas as cores. Não tenho propriamente uma favorita, apenas sei que algumas não ficam tão bem em mim, como o roxo, por exemplo. Já o preto, o azul e o marrom, e a clássica combinação preto/branco, uso direto.

8. Quais esmaltes, shampoo ou marcas de maquiagem que você costuma usar e recomenda?

Maquiagem tenho poucas, mas boas. Invisto em qualidade, não em quantidade só para encher minha penteadeira e que não vou usar nem metade. Uso muito Cliniqué, pois sou alérgica. Mas também gosto e recomendo L'Oréal, Revlon, MAC, Mary Kay e O Boticário. Esmalte adoro os da Risqué.

Para o cabelo, uso shampoos norte-americanos da John Frieda - dá para comprar pela Sephora aqui no Brasil, e o meu preferido é esse: Brilliant Brunette Colour Protecting Moisturising Shampoo. O frasco de 250ml está R$ 59,00, mas vale muito a pena. Condicionador alterno entre os da John Frieda e da L'Oréal. Às vezes uso, para não ficar só em um shampoo e não viciar o cabelo, os Natural Honey, TIGI Bed Head - dá para comprar aqui -, e TRESemmé (o importado, não o brasileiro).

Também trato meu cabelo com o israelense Moroccanoil. Você pode importar aqui na Beleza na Web. Os que uso e recomendo de olhos fechados são a máscara de tratamento, que está R$ 241,00, e o óleo de argan, 25ml, por R$ 126,00.

Minha loção de banho é Natural Honey, americana.



9. Quem são seus ícone de elegância?

Audrey Hepburn reina absoluta. Jackie Kennedy Onassis, Kate Middleton e Olivia Palermo eu amo também também. Olho tudo e todos à minha volta, pessoas comuns, blogueiras, principalmente americanas (minhas preferidas estão nos links ali na barra lateral do blog). Estou sempre buscando aprender.



10. Você sempre foi católica?

Não. Embora batizada e frequentando Missa quando pequena, não era propriamente católica e cheguei a me afastar da prática cristã. Conto essa história, bem como da minha conversão, aqui.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Meu apostolado como mulher

Todos somos chamados a anunciar o Evangelho, de uma forma ou de outra. O mandamento do "Ide" foi dado primeiro aos Bispos, Sucessores dos Apóstolos, e os sacerdotes e diáconos, seus colaboradores mais próximos. Mas por sermos parte do mesmo Corpo de Cristo, a Igreja, também participamos, os leigos - solteiros, religiosos e casados -, dessa grande comissão dada pelo Senhor. 

"Nasceu a Igreja com a missão específica de expandir o Reino de Cristo por sobre a terra, para a glória de Deus Pai, tornando os homens todos participantes da redenção salutar e orientando, de fato, através deles, o mundo inteiro para Cristo. Todo o esforço do Corpo Místico de Cristo que persiga tal escopo, recebe o nome de apostolado. Exerce-o a Igreja através de todos os seus membros, embora por modos diversos. Pois a vocação cristã, é, por sua própria natureza, também vocação para o apostolado. (...) Os leigos (...), participantes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, compartilham a missão de todo o povo de Deus e na Igreja e no mundo. Realizam, verdadeiramente, apostolado quando se dedicam a evangelizar e santificar os homens, e animar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho, de maneira a dar, com a sua ação neste campo, claro testemunho de Cristo, e a ajudar à salvação dos homens." (Concílio Ecumênico Vaticano II. Decreto Apostolicam Actuositatem, 2) 


E isso não exclui a mulher.

Santa Maria Madalena após a Ressurreição comunica o evento pascal aos Apóstolos, e depois da Ascensão do Senhor evangeliza a França com São Lázaro e Santa Marta, seus irmãos. Santa Marta, a irmã de Maria Madalena, preocupa-se em ajudar a preparar as coisas para o Cristo que visita sua casa. E tantas outras mulheres santas na história da Igreja nos mostram a participação feminina no trabalho apostólico. 

Temos o exemplo de Santa Teresa de Ávila com a reforma do Carmelo; Santa Hildegarda de Bingen, a grande intelectual da Alemanha medieval (ao contrário do que pensam os modernos, a Idade Média não era machista e uma mulher como Hildegarda pôde aparecer); Santa Priscila, colaborada de São Paulo; Santa Tecla, que foi chamada “Igual-aos-Apóstolos” por conta de seu maravilhoso testemunho e martírio; Santa Teresinha agradando a Deus pela pequena via; ainda a moderna Santa Joana Beretta Mola, mãe, esposa, médica e apóstola da vida; Santa Isabel Ana Seton; Santa Josefina Bakhita; Santa Helena, imperatriz e mãe do imperador Constantino, que não descansou enquanto não achou a verdadeira Cruz em Jerusalém; Nhá Chica e seu apostolado leigo muito simples, mas fecundo, aqui no Brasil; Beata Teresa de Calcutá e sua doação aos pobres. E minha onomástica, a santa que carrega meu nome, Santa Aline, irmã de São Vital, governando o seu mosteiro na Normandia dos primeiros séculos da era cristã

Como mulher, certamente que meu apostolado, minha evangelização carregará traços da minha feminilidade. 

O que Deus espera de nós, mulheres, na urgente tarefa de conquistar almas para Ele, de espalhar o amor imenso de Jesus aos outros, de santificar o ambiente em que vivemos, enfim, de fazer, como pede o Papa, o trabalho da Nova Evangelização? O cumprimento fiel de cada vocação é o primeiro e determinante passo. Cada vocação é única. Uma monja de clausura não cumpre o chamado de Deus se vive como secular. Uma mãe de família também não cumpre se descuida de seu dever de estado, de seu marido e de seus filhos, e passa em "êxtases" como se fosse uma freira contemplativa. 

Diz a Igreja:

"Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma consciência sempre mais clara não somente de pertencerem a Igreja, mas de serem Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do Chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja." (Sua Santidade, o Papa Pio XII. Discurso de 20 de fevereiro de 1946)

"É específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus. (...) A eles, portanto, cabe de maneira especial iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para o louvor do Criador e Redentor." (Concílio Ecumênico Vaticano II. Constituição Dogmática "Lumen Gentium", 31) 



Meu marido, Rafael, certa vez escreveu:

"Os meios dos leigos desempenharem tão importante tarefa são variados.

Pode o leigo exercer seu apostolado pelo fiel desempenho de seus deveres de estado, sobretudo criando sua família e educando seus filhos na nossa santíssima religião, ensinando-os a ser pessoas cumpridoras de seus deveres para com Deus e o próximo, e incutindo em suas almas o amor pela prática das virtudes.

Também é possível que o leigo apresente-se ao Bispo para ser instituído em algum ministério na Igreja: acólito, leitor, catequista instituído.

O ensino da fé, a difusão da doutrina, o anúncio de Cristo aos outros, por palestras, pregação, literatura, imprensa etc, pode ser uma forma bastante eficaz de cumprir o mandato evangelizador.

Por sua vez, é imprescindível hoje quem dê testemunho da fé em Cristo e na Igreja Católica, e por isso a defesa da doutrina católica se faz muitíssimo necessária: é a arte da apologética.

Atividade social, trabalho em um colégio católico, fundação de obras assistenciais e espirituais, constituem-se campos variadíssimos para atuação do leigo. A tarefa das missões também é um chamado aberto a todos os fiéis.

O testemunho público de uma vida de santidade, que o leigo pode fazer, é como uma espécie de pregação silenciosa... E que silêncio eloqüente!

Por fim, a reforma moral da sociedade e a luta pela Civilização Católica são um trabalho bastante apropriado para quem vive no estado laical, seja solteiro ou casado."

Como Débora (cf. Jz 4,4), a profetisa Hulda (cf. 2 Cr 34,19-28), a rainha Ester (cf. Est), Rute (cf. Rt), Judite (cf. Jt), as mulheres influentes de Tessalônica (cf. At 17,4), as mulheres gregas de alta posição em Berea (cf. At 16,14-15), posso e, em algos casos, devo, influenciar a sociedade em um ofício fora do lar. "Como na vida do homem, mas com matizes muito peculiares, o lar e a família ocuparão sempre um lugar central na vida da mulher. É evidente que a dedicação às tarefas familiares representa uma grande função humana e cristã. Contudo, isto não exclui a possibilidade de se ocupar em outros trabalhos profissionais – o do lar também o é –, em qualquer dos ofícios e empregos honestos que há na sociedade em que se vive." (São Josemaria Escrivá. Temas atuais de cristianismo, 87) Isso é o mais importante, porém?

Recordemos a vida de uma grande rainha espanhola.

Isabel, a Católica, rainha de Castela e que consolidou a Reconquista da Espanha aos mouros e unificou seu país, patrocinando depois, a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América, é um exemplo perfeito de mulher que, sem perder sua feminilidade, soube desempenhar o altíssimo papel que a Providência lhe reservara na sociedade.

Esposa e mãe exemplar, delicada, feminina, sempre se arrumando bem e se preocupando também com o exterior, tratou com maestria de, com seu marido, Fernando, o Rei Católico, conduzir os negócios de Estado, administrando a Justiça, presidindo tribunais, e mesmo galopando centenas de quilômetros durante as guerras contra os muçulmanos, para conseguir reforços e aumento no recrutamento de soldados. Isabel estava sempre presente por ocasião das entregas de fortes e fortalezas dos maometanos, e nesses episódios portava espada e armadura.

A Rainha Isabel conjugava sua feminilidade, sua vocação principal de mãe e esposa, os deveres de estado no lar, com os as coisas próprias do governo e da guerra, os deveres de estado na sociedade. E tinha sabedoria para discernir o que Deus queria dela em cada área de sua vida por ser piedosa. O título de Rainha Católica não era nela uma formalidade: rezava o breviário diariamente, assistia Missa também diariamente, confessava-se e comungava com frequência, submetia-se a um diretor espiritual, procurou reformar as Ordens religiosas e os mosteiros espanhóis, e proveu a América recém-descoberta a instâncias de sua Coroa de missionários, pregadores e Bispos para a conquista espiritual dos indígenas, além de promover a evangelização de judeus e muçulmanos, sempre deixando claro que se deveria proceder com amor e prudência, sem forçar os batismos.

Eu, Aline, devo cumprir minha vocação não só à santidade como ao apostolado. Foi o que prometeram, por mim, no Batismo, os meus pais, secundados por meus padrinhos. Foi o que reafirmei quando, adulta, me converti e fui crismada pelo Senhor Bispo de Pelotas em uma bela Missa celebrada no Carmelo, na praia do Laranjal. 

E cumpro TAMBÉM por este blog, por outros trabalhos na internet, pela participação em grupos virtuais, pelas páginas e perfil do Facebook, pelas outras redes sociais - veja minhas contas do Instagram, Twitter, Chicisimo e Pinterest. Cumpro TAMBÉM escrevendo meus textos, preparando meus livros, dando uma palestra ou um curso aqui e acolá. Evidentemente, como advogada, não deixo TAMBÉM de, pelo fiel cumprimento dos deveres de minha profissão, dar testemunho, nem que seja indireto, de Cristo e da Igreja. 

Todavia, o grande chamado, não só em santidade, como apostólico, que tenho é aquilo que me define: sou esposa e sou mãe. 

As primeiras almas que devo ganhar para Jesus, depois da minha, são as dos meus filhos, como fez a mãe dos sete irmãos Macabeus (cf. 2 Mac 7), e ajudar o meu marido a igualmente ser salvo. O meu lar não é apenas a minha Igreja doméstica, mas também o meu "campo de missão doméstico". 

Meu marido é católico - ele é quem foi usado por Deus, quando éramos namorados, para me levar para perto de Cristo e ser alcançada pela graça, convertendo-me -, nossos quatro (por enquanto) filhos são educados desde cedo na Lei do Senhor. Sem embargo, a missão não pára. É preciso sempre crescer na vontade de Deus, e por isso não somos, as esposas e mães, missionárias em tempo integral dentro das paredes de nossa casa.

Esse apostolado no lar nem sempre é explicitamente religioso. O próprio cuidado ao colocar na cama, ao proteger os filhos, ao fazer a comida na noite, a gerenciar os empregados domésticos, o modo como visto e me porto, são evangelizações silenciosas que calam fundo no coração dos filhos e do marido. E tudo isso acaba sendo irradiado para fora do lar. A vida da família cristã é sempre luminosa e a luz atrai. A beleza da feminilidade, a beleza natural da mulher, que tanto atrai o homem, deve ser um sinal da beleza de Deus. Não falo de beleza física somente: esta é somente um aspecto. A beleza a que me refiro está em um estilo de vida feminino profundamente arraigado em Cristo, em um lar bem gerenciado, ainda que com seus problemas e quedas, na vivência, mais do que na pregação, dos valores próprios da autêntica feminilidade. O Papa São João Paulo II nos convidava à reflexão: "Maria reafirma o sentido sublime da beleza feminina, dom e reflexo da beleza de Deus." (Audiência geral de 28 de novembro de 1995)

Meu trabalho com moda e com recato é um chamado do Senhor. Não deve, contudo, se antepor à grande e prioritária vocação matrimonial à qual respondi, com alegria, um sonoro "sim" em outubro de 2008 diante do altar de Deus. 

Embora não me considere exemplo de nada, pela infinita misericórdia de Deus acabo sendo muita coisa. Sou blogueira de moda. Sou aspirante a escritora. Sou palestrante e conferencista em temas de modéstia e feminilidade. Sou motivadora de muitas leitoras que dizem se inspirar no que faço. Sou confidente para muita gente que me escreve pedindo conselhos humanos e espirituais. Sou alguém que procura levar a Palavra de Deus e glorificá-Lo pelos meus textos, vídeos, hangouts, palavras, e simples bate-papos nas redes sociais. Sou, porém, mais do que tudo, educadora da fé dos nossos filhos, suporte espiritual dos membros da minha casa, e auxiliadora do meu marido como chefe da família e "sacerdote da Igreja doméstica". Sou, enfim, mulher. De Deus, mas mulher. Com tudo o que isso significa.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

4 virtudes da feminilidade cristã

1) A mulher cristã é corajosa.

"Todos os servos do rei e o povo de suas províncias sabem bem que, para quem quer que seja, homem ou mulher, que penetrar sem ser chamado na câmara interior do palácio, há uma lei real condenando-o à morte, exceção feita somente àquele para o qual o rei estender seu cetro de ouro, conservando-lhe a vida. E eis que são já trinta dias que não sou chamada junto ao rei.

As palavras de Ester foram referidas a Mardoqueu, e este lhe mandou responder: 'Não imagines que serás a única entre todos os judeus a escapar, por estares no palácio. Se te calares agora, o socorro e a libertação virão aos judeus de outra parte; mas tu e a casa de teu pai perecereis. E quem sabe se não foi para essas circunstâncias que chegaste à realeza.'



Ester mandou responder a Mardoqueu: 'Vai reunir todos os judeus de Susa e jejuai por mim sem comer nem beber durante três dias e três noites. Eu farei a mesma coisa com as minhas criadas. Depois disso, apesar da lei, irei ter com o rei. Se houver de morrer, morrerei.'" (Est 4,11-16)

Olhem a coragem da rainha Ester, que é louvada pela Igreja como uma grande santa do Antigo Testamento. Ela não foi chamada à presença do rei durante um mês inteiro. Sua fé destemida, apoiada em inabalável confiança no poder de Deus, a encorajou a desrespeitar o costume e a lei do rei e a entrar em sua presença mesmo com o grande risco de perder a sua própria vida!

Isabel, a Católica, rainha de Castela e que consolidou a Reconquista da Espanha aos mouros e unificou seu país, patrocinando depois, a viagem de Cristóvão Colombo para descobrir a América, é um exemplo perfeito de mulher que, sem perder sua feminilidade, soube desempenhar o altíssimo papel que a Providência lhe reservara na sociedade.

Esposa e mãe exemplar, delicada, feminina, sempre se arrumando bem e se preocupando também com o exterior, tratou com maestria de, com seu marido, Fernando, o Rei Católico, conduzir os negócios de Estado, administrando a Justiça, presidindo tribunais, e mesmo galopando centenas de quilômetros durante as guerras contra os muçulmanos, para conseguir reforços e aumento no recrutamento de soldados. Isabel estava sempre presente por ocasião das entregas de fortes e fortalezas dos maometanos, e nesses episódios portava espada e armadura.

A Rainha Isabel conjugava sua feminilidade, sua vocação principal de mãe e esposa, os deveres de estado no lar, com os as coisas próprias do governo e da guerra, os deveres de estado na sociedade. E tinha sabedoria para discernir o que Deus queria dela em cada área de sua vida por ser piedosa. O título de Rainha Católica não era nela uma formalidade: rezava o breviário diariamente, assistia Missa também diariamente, confessava-se e comungava com frequência, submetia-se a um diretor espiritual, procurou reformar as Ordens religiosas e os mosteiros espanhóis, e proveu a América recém-descoberta a instâncias de sua Coroa de missionários, pregadores e Bispos para a conquista espiritual dos indígenas, além de promover a evangelização de judeus e muçulmanos, sempre deixando claro que se deveria proceder com amor e prudência, sem forçar os batismos.

E como exercemos essa coragem cristã feminina hoje? Recebendo os filhos que Deus nos dá. Aguentando as pauladas que levamos do mundo quando nos olham torto por conta de nossa fé. "Matando no osso do peito" as críticas por irmos à igreja todos os domingos, pautarmos nossa vida pela vontade de Deus, sermos fiéis aos nossos princípios, estarmos abertas à vida, termos vários filhos. É a coragem de ir contra a corrente para fazer o que Deus quer, e, mais ainda, não apenas fazer tudo isso por obediência, mas com alegria, e nos realizando como mulheres do Senhor!

A coragem se manifesta como virtude na mulher de um jeito diferente. A própria feminilidade pode ser traduzida como um tipo especial dessa coragem. Ao ficarmos grávidas, nossa coragem é expressada de maneira sublime, pois oferecemos não uma ajuda, e sim o nosso próprio corpo para o nosso filho. Gestação e parto são formas especiais da feminilidade e, portanto, da virtude da coragem. O próprio casamento é um sacrifício, eis que a mulher cristã imola no altar do matrimônio a sua própria liberdade exercida de modo pleno, colocando-se submissa ao marido.

A Bíblia nos diz que a mulher virtuosa "[c]inge os rins de fortaleza, revigora seus braços." (Pv 31,17)

2) A mulher cristã é sábia

"Casas e bens são a herança dos pais, mas uma mulher sensata é um dom do Senhor." (Pv 19,14)

A sabedoria é uma consequência da vida da mulher que sabe escutar a sua própria feminilidade. Evidentemente, cada temperamento e estrutura psicológica age de forma diferente em cada mulher. Nenhuma mulher é igual a outra. Há, todavia, uma como que tendência inata na feminilidade, compartilhada, em potencial, por todas as mulheres, que é a de não meter os pés pelas mãos. As de temperamento mais colérico ou sangüíneo serão um tanto avoadas, claro, mas uma voz interior as chama a ser mais cuidadosas do que os homens de mesmo temperamento. 

Isso não significa também que toda mulher seja sábia. A sabedoria da mulher decorre da feminilidade, mas da feminilidade entendida, aceita e bem formada. 

Homens, ademais, podem ser sábios, como na primeira virtude homens podem ser corajosos. Entretanto, se a coragem feminina é algo distinta da masculina, a sabedoria de um e outra guarda suas diferenças também. Tanto que a mulher sensata é louvada como um dom de Deus, a mulher sábia, que tem prudência. Ela é o esteio de sua casa, o chão onde seu marido pode se firmar sem cair, o alicerce da família. Sua sabedoria auxilia e aconselha, com docilidade, com sutileza, o marido para que ele possa liderá-la e aos filhos com firmeza, autoridade e caridade.

3) A mulher cristã é receptiva

Maria, a Mãe do Senhor, deu seu "sim", seu "fiat", recebendo a vontade de Deus. Mais ainda: recebendo o próprio Deus que se fez carne em seu seio, para nele crescer e dele nascer para nós no Natal. 

A feminilidade é receptiva. É próprio dela receber a "semente" do homem em seu seio, gestando e guardando a vida humana desde o seu início. Ela é a destinatária do amor para, sendo amada, amar. 

Ensina o Papa São João Paulo II: "Quando dizemos que a mulher é aquela que recebe amor para, por sua vez, amar, não entendemos só ou antes de tudo a relação esponsal específica do matrimônio. Entendemos algo mais universal, fundado no próprio fato de ser mulher no conjunto das relações interpessoais, que nas formas mais diversas estruturam a convivência e a colaboração entre as pessoas, homens e mulheres. Neste contexto, amplo e diversificado, a mulher representa um valor particular como pessoa humana e, ao mesmo tempo, como pessoa concreta, pelo fato da sua feminilidade. Isto se refere a todas as mulheres e a cada uma delas, independentemente do contexto cultural em que cada uma se encontra e das suas características espirituais, psíquicas e corporais, como, por exemplo, a idade, a instrução, a saúde, o trabalho, o fato de ser casada ou solteira." (Mulieris Dignitatem, 29)



É pelo entendimento da receptividade que entendemos melhor o conceito de submissão da esposa ao marido. Falamos, meu marido e eu, sobre isso aqui neste texto.

4) A mulher cristã é delicada

Não se trata aqui de frescura, de coisa de mulherzinha. Aliás, tratei disso no blog Negócios de Família. E também na coluna que mantinha na Revista Vila Nova. Enfim, em outro texto na mesma revista.

Creio que esses três artigos expressam bem o que quero dizer com a delicadeza feminina.

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Espero que tenham gostado. Evidentemente, não são apenas essas quatro virtudes que uma mulher cristã possui. Sua plena feminilidade é cheia de valores humanos e cristãos, e mesmo o cultivo das virtudes pode variar de intensidade de uma mulher para outra. A disponibilidade ao sacrifício, o acolhimento do outro, a entrega, a sensibilidade, o foco no interior, a vocação de mediadora, o amor pelo concreto, a intuição, a ternura e a generosidade, a docilidade e a tranquilidade, são característias que devem estar presentes na alma da mulher cristã.

Quem sabe eu não volte ao tema em outro post? 

Ou até mesmo desenvolva isso tudo em um livro? Já tenho faz tempo a idéia de escrever "A mulher segundo a vontade de Deus". Será que depois de eu terminar o livro sobre moda e modéstia, consigo finalmente começar a escrever esse outro?

Conto com as orações das leitoras!




sábado, 25 de outubro de 2014

Seis anos de muito bem casada!


Na Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula, na Arquidiocese de Pelotas, Rio Grande do Sul, celebramos o Rafa e eu nosso Matrimônio a 25 de outubro de 2008. Fazemos hoje, pois, seis anos de casamento!



A celebração foi na Santa Missa. E Missa cantada em latim com canto gregoriano, no rito moderno. O oficiante foi o Pe. Federico Juárez de la Torre, LC, nosso diretor espiritual à época, sacerdote mexicano de muita piedade e ortodoxia. 

Desse Matrimônio, Deus já nos presenteou com quatro filhos, um deles ainda no meu ventre.

Abaixo, algumas fotos do rito e da festa que se seguiu. As coisas boas da terra nos apontam às melhores do céu, não é verdade?

O meu véu foi como eu sempre quis: longo, exageradamente longo, para melhor simbolizar a dignidade do momento. E usei luvas, como eu também queria, e por saber que meu marido iria adorar. Na entrada da igreja, estava com um terço nas mãos, no lugar do tradicional buquê, por um voto que fiz a Nossa Senhora. O buquê peguei só ao fim da Missa e o depositei aos pés de uma imagem sua.