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terça-feira, 26 de março de 2013

Princesas de contos de fadas moldam feminilidade em crianças

http://guiadobebe.uol.com.br/princesas-de-contos-de-fadas-moldam-feminilidade-em-criancas

Pesquisa revela que para crianças beleza estética e casamento são ideias associadas ao conceito do que é ser mulher.

No Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a antropóloga Michele Escoura estudou de que maneira as imagens de princesas de contos de fadas servem como um referencial de gênero e exemplo de feminilidade. A pesquisa foi realizada com aproximadamente duzentas crianças de cinco anos de três escolas, públicas e particulares,  do interior de São Paulo — duas em Jundiaí e uma em Marília. Por intermédio de observações participantes, Michele avaliou a influência exercida nas crianças pela marca registrada “Disney Princesas”. As imagens das personagens das produções cinematográficas dos estúdios Walt Disney estão presentes no imaginário e no cotidiano da maioria das meninas e carregam em si uma série de particulares significados. Segundo a antropóloga, é necessário mostrar a elas outros referenciais de mundo e do que é ser mulher.



A pesquisa Girando entre Princesas: performances e contornos de gênero em uma etnografia com crianças foi fundamentada nas teorias de gênero, difundidas a partir dos anos 1970. “Segundo as teorias de gênero, os referenciais de masculinidade e feminilidade não são pautados pela natureza, mas apreendidos segundo os modos de socialização a que nos submetemos. Diferentemente do sexo, enquanto um referencial anatômico de macho e fêmea, os gêneros masculino e feminino resultam de uma construção  social, e variam de acordo com cada cultura”, afirma Michele.

Durante o acompanhamento do cotidiano das crianças de diferentes classes sociais, que durou um ano,  Michele percebeu que as princesas da Disney eram operadas como um referencial para demarcar o gênero: “Uma brincadeira era de menina quando de alguma maneira as crianças resolviam brincar de princesas. As meninas não tinham necessariamente que reproduzir as ações das personagens nas brincadeiras, mas apenas a citação das princesas, ou a utilização de algum produto  relacionado a elas enquanto brincavam já demarcava a participação exclusiva de meninas naquela atividade.”

Casamento: uma necessidade?

Além de acompanhar as brincadeiras, Michele exibiu nas escolas os filmes “Cinderela” e “Mulan”, com o objetivo de mapear como as crianças compreendiam as narrativas dos filmes com princesas da Disney. A escolha foi feita porque tratam-se de duas personagens “Disney Princesas”conceitualmente diferentes. Enquanto Cinderela é a princesa ‘clássica’, passiva, sempre à espera de outras pessoas para resolver os seus problemas, Mulan, segundo a própria descrição no site da Disney, é uma princesa rebelde, que a partir de suas ações, desencadeia os acontecimentos na história.”

Após as exibições, a antropóloga solicitou que as crianças retratassem, em desenhos comentados, a cena mais relevante de cada um dos filmes. Entre os muitos elementos captados, alguns chamavam a atenção, como a necessidade de vínculo conjugal da princesa com um príncipe, ou ainda o padrão estético, de beleza e comportamento.

De acordo Michele, o estatus de princesa não foi facilmente atribuído pelas crianças à Mulan, em contraposição à Cinderela. Muitas crianças resistiram em considerar Mulan uma princesa e os argumentos, principalmente, se pautavam em dois motivos: Primeiro, por a personagem não apresentar o padrão estético, de beleza e comportamento, da maioria das outras princesas. Em segundo lugar, e mais importante, pelo final do filme não deixar claro se Mulan se casou ou não. Segundo Michele, indagada sobre o porquê Mulan não seria uma princesa, uma das crianças respondeu: “Tia, para ser princesa precisa casar, né? Senão não vai ser princesa, vai ser solteira!”

Marca registrada

Criada no início dos anos 2000, a marca registrada “Disney Princesas” reúne os direitos de reprodução das imagens de algumas personagens presentes nas produções cinematográficas da Walt Disney Company, nos mais variados tipos de produtos, de mochilas e cadernos até jogos de videogame. A franquia nasceu com a ideia de potencializar os lucros da empresa, principalmente por intermédio do jovem público consumidor feminino.

A marca conta hoje com dez personagens: Branca de Neve, do filme A Branca de Neve e os Sete Anões (1937); Cinderela, de Cinderela (1950); Aurora, de A Bela Adormecida (1959); Ariel, de A Pequena Sereia (1989); Bela, de A Bela e a Fera (1991); Jasmine, de Alladin (1992); Pocahontas, de Pocahontas (1995); Mulan, de Mulan (1998); Tiana, de A Princesa e o Sapo (2009); e Rapunzel, de Enrolados (2010).
Michele ressalta a importância de nos atentarmos ao padrão que determina a presença ou não de uma personagem no seleto grupo da marca. Ao analisar a narrativa dos dois filmes selecionados, o ponto em comum percebido entre as ‘Disney Princesas’ é o sucesso no amor conjugal. A imagem das princesas é totalmente dependente do príncipe, e apesar das grandes diferenças nas narrativas, a realização de si enquanto um exemplo de feminilidade só é completa após o casamento ou a sua sugestão.”

Segundo o estudo, a marca é, hoje, a principal responsável pela divulgação das princesas da Walt Disney. As crianças conhecem antes as princesas pelos produtos em que estão estampadas, do que pelos filmes que contam a sua história. Para a antropóloga, a pesquisa demonstra como o consumo destes determinados produtos também exerce o papel de demarcar as diferenças de gênero entre as crianças.

Novos horizontes

Mais do que marginalizar completamente as personagens das princesas, Michele acredita que é preciso garantir que as crianças tenham acesso também a outros tipos de referenciais de feminilidades. Filmes, músicas, roupas e tantos outros produtos entregues às crianças, não podem ser a única fonte de informação sobre o que é ser mulher.

“As princesas da Disney carregam consigo um conteúdo que acaba funcionando como uma restrição a ideia do que é ser humano, enquanto mulher. É necessário garantir que a formação das crianças tenha também outros tipos de referenciais. A diversidade existe, e as crianças devem saber que não há apenas uma maneira de serem felizes, bonitas e aceitas.”, conclui a antropóloga.

Mais informações com a antropóloga Michele Escoura pelo email micheleescoura@gmail.com

Igor Truz















sexta-feira, 22 de junho de 2012

20 maneiras para as moças reivindicarem o respeito que merecem

Do excelente e sempre lido por mim blog da Bárbara Lores, trago em um belíssimo texto:


1- Vista-se de forma apropriada a sua dignidade. Como diz a incrível pregadora sobre castidade, Crystalina Evert: "Não ande por ai mandando mensagens de que seu corpo é a melhor parte de você - implicando que seu coração, seus pensamentos e sua alma não sejam importantes. Ao invés disso, desperte com a sua modéstia, o desejo de conhecerem-na melhor."

2- Recuse dormir com um homem antes de ter o anel de casamento em seu dedo. SE ELE REALMENTE TE AMAR, irá esperar. Esse respeito, tanto o respeito que você deve ter por si, e o respeito do rapaz por você, irá te levar ao casamento um dia.

3- Não use camisas deploráveis com mensagens do tipo: "Quem precisa de um cérebro quando se tem isso!?". Pare de comprar em lugares que vendam coisas como esta. Não vista calças ou shorts que tenham algo escrito em sua parte inferior, ao menos que seja o lugar para o qual deseje chamar a atenção de todo par de olhos que olhem para você.

4- MANTENHA SEUS PADRÕES ALTOS. Um homem de verdade subirá para atender seus padrões, mais se você diminui seus padrões por causa dele, irá se lamentar muito, e este rapaz não se verá desafiado a ser um homem melhor. Você pode estar desencorajada, mas existe homem assim. Eles passam assim como você por momentos difíceis, por buscarem viver puros em um mundo tão impuro. E talvez um deles esteja enfrentando uma dura batalha agora por você, então não desanime-o. REZE por ele.

5- Ore para ser mais parecida com Maria. Existe alguma mulher mais linda e digna que a Mãe de Deus? Reze três ave-marias por dia para purificar seus pensamentos, seu corpo e seu coração.

6- Reprima qualquer homem que a olhe ou a toque de forma inadequada. Em vez de rir disso, firmemente(mas de maneira respeitosa e de preferência em particular) deixe ele saber que isso é completamente inaceitável. Você estará fazendo a ele e a ti um grande favor.

7- Não deixe-se enganar pela falsidade da mídia em dizer que a perfeição física é possível e necessária.

8- Não freqüente lugares onde mulheres(ou homens) são colocados em exposição para atrair clientes.

9- DEIXE o rapaz ser um cavalheiro. Enquanto ele segura a porta ou puxa sua cadeira com um espiríto puro, ele não estará dizendo que você não é capaz de fazer isso. Ele quer dizer que você é tão especial que a quer honrar com suas ações.

10- Evite roupas(mesmo de baile, vestidos ou maios) que parecem ser feitas com o propósito de permitir a um homem que não seja seu marido apreciar a vista do seu corpo. Deus o fez extra-especial e não deve ser visto por todo mundo.

11- Faça uma oração toda vez que ver uma mulher vestida impropriamente, seja pessoalmente ou na TV, etc. Reze para que ela reconheça seu verdadeiro valor. E reze para que os homens não sejam desviados por ela.

12- Trate qualquer pessoa que conhecer com respeito. Não deixe que a sua gentileza e atenção dependa da popularidade ou beleza da outra pessoa(homem ou mulher). Se for assim, você poderá perder relacionamentos lindos e surpreendentes.

13- Seja AUTÊNTICA. Existirá apenas uma igual a você por toda a eternidade , e existe um vazio que somente você pode preencher. Seja você mesma sem medo. Sua autenticidade será uma qualidade notável e fará que os outros a respeitem. Santa Catherine de Siena disse uma vez: "Se você é o que você deveria ser, você irá colocar o mundo em chamas."

14- Trate seu corpo como templo do Espírito Santo. Jesus te comprou com o preço do seu sangue derramado no Calvário. Não desperdice esse presente supremo degradando seu corpo nas drogas, álcool, ou vivendo o sexo fora do casamento. Tome cuidado para não expor-se em situações que fará algo que se arrependerá depois. Álcool torna-a vulnerável, e existem muitas garotas que foram abusadas sexualmente tanto porque optaram por uma bebida, ou porque tiveram uma substância posta em seu copo. Por favor, não pense que isso não possa acontecer com você.

15- Não acredite nas mentiras. Satanás e o mundo irão sussurrar muitas delas em seus ouvidos.(Você deve perder mais 5 quilos para que ele possa te convidar para sair. Seus pais não entendem NADA. Você não é boa o suficiente para ser amada) Soa familiar?


16- Seja a mulher que Deus a fez pra ser. Trabalhe suas virtudes como gentileza, paciência, e coragem. Como diz Provérbios 31: "O charme é enganador, e a beleza é passageira, mas a mulher que teme a Javé merece louvor."

17- Mostre ao mundo que modéstia não é desarranjo. Que você pode se vestir lindamente E ser modesta. Isso talvez dê um pouco a mais de trabalho, mas não deixe ninguém a dizer que isso não é possível.

18- Seja grata por ser mulher! As mulheres possuem dons incríveis, e você certamente possui qualidades e talentos únicos. Glorifique a Deus desenvolvendo e usando os dons que recebeu.

19- Seja um exemplo para todas as jovens moças que conhece - irmãs, primas, e vizinhas. Elas desejam algo melhor que o mundo oferece, e dependem de você para modelarem nelas a verdade e a verdadeira beleza.

20- Mais importante do que tudo, faça de Jesus seu Melhor Amigo. Ele é o único que é fiel sempre, e Ele irá encorajar você com seu esforço a se levantar e exigir respeito. Ele irá te dar a força para se tornar quem ele a criou pra ser, e Ele irá te levantar toda vez que você cair.


A Tradução foi retirada da comunidade Castidade, do orkut, e parece ter sido feita por Filipe Santana, que a publicou.

Esta publicação foi uma sugestão da Senhorita Joyce Alves, umas de nossas donzelas leitoras e minha amiga pessoal.




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rainha Maria Antonieta - “…da rainha surgiu uma mártir, da boneca uma heroína” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira)

Texto do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, grande pensador católico brasileiro, sobre Maria Antonieta, que desfaz certas legendas negras a seu respeito:
Reverendíssimo Monsenhor Diretor da Academia,

Senhores Acadêmicos,

A simples enumeração dos títulos com que foi conhecida durante sua curta vida Maria Antonieta de Habsburg, mais tarde Maria Antonieta de Bourbon, traz consigo a recordação da série de acontecimentos extraordinários e imprevistos que constituíram a trama da existência feminina mais interessante do século XVIII.

Arquiduquesa Maria Antonieta aos 7 anos de idade

Na sua primeira fase, a vida desta princesa decorreu feliz e brilhante como um sonho dourado, em que se reunissem, na mesma pessoa, toda a glória do poder, todo o brilho da fortuna, e todo o encanto de uma radiosa juventude. Subitamente, porém, este longo encadeamento de venturas foi cortado por um tufão medonho, que provocou o naufrágio da Monarquia, a profanação dos altares e a derrocada de uma nobreza que, através dos séculos, vinha escrevendo com a própria espada as páginas mais brilhantes da história de França. E em pleno desabamento do edifício político e social da monarquia dos Bourbon, quando todo o mundo sentia o solo ruir sob seus pés, a alegre arquiduquesa d’Áustria, a jovial rainha de França, cujo porte elegante lembrava uma estatueta de Sèvres, e cujo riso tinha os encantos de uma felicidade sem nuvens, bebia, com uma dignidade, com uma sobranceria, e com uma resignação cristã admiráveis os goles amargos da imensa taça de fel com que resolvera glorificá-la a Divina Providência. Há certas almas que só são grandes quando sobre elas sopram as rajadas do infortúnio. Maria Antonieta, que foi fútil como princesa, e imperdoavelmente leviana na sua vida de rainha, perante o vagalhão de sangue e de miséria que inundou a França, transformou-se de um modo surpreendente; e o historiador verifica, tomado de respeito, que da rainha surgiu uma mártir, e da boneca uma heroína.

No ano de 1755, nascia no magnífico palácio de Schönbrunn, em Viena, a arquiduquesa Maria Antonieta, filha da impetuosa Maria Teresa , Rainha da Hungria e Boêmia, e de Francisco I, soberano do Sacro Império Romano Alemão. A diferença entre os caracteres de seus progenitores talvez explique as desconcertantes contradições que se encontram em todos os atos e durante toda a vida de Maria Antonieta. Maria Teresa era viril e enérgica a ponto de fazer face, gloriosamente, ao grande Frederico da Prússia, e tal era a força com que fazia pesar sobre seus súditos a autoridade real, que estes a chamavam, mesmo nos documentos oficiais os mais importantes, de Rei e não de Rainha. Francisco I, ao contrário, era fraco, pusilânime e pouco inteligente. Conta-se que, quando se repetiam em sua presença as injustas objurgatórias de Voltaire contra a forma Monárquica, o pobre soberano, não tendo cultura e energia suficientes para defender os princípios de que era guardião, limitava-se a dizer a seus cortesãos: que quereis, meu ofício exige que eu seja monarquista!

A infância de Maria Antonieta teve como cenário a pomposa corte de Viena. A jovem arquiduquesa mostrava ser dotada de um natural bondoso, que se aliava a um gosto acentuado pelos estudos. Ainda é conhecido hoje em dia seu noivado com Mozart, o grande pianista, que, sendo então apenas uma criança de 5 anos, acreditava ingenuamente estar noivo da formosa filha dos soberanos do Sacro Império.

Palácio Schoenbrunn - Viena. Foto: Andreas Schaufler

A diplomacia de Choiseul, o influente ministro do Rei da França, Luís XV, veio, porém, pôr um termo a esta infância sem nuvens, promovendo o casamento de Luís XVI, então ainda príncipe herdeiro, com Maria Antonieta. Evidentemente, o amor não ligara o coração dos jovens príncipes. Tratava-se apenas de um acordo diplomático em que a Áustria, fiel à sua política de casamentos, e visando exclusivamente as suas próprias vantagens, cedia uma de suas arquiduquesas, mediante determinadas compensações por parte da França.

Concluídas as últimas negociações diplomáticas, e feitas as necessárias despedidas, a jovem Maria Antonieta pôs-se a caminho do País do qual viria a ser, futuramente, a poderosa Rainha. Acompanhava-a um séquito brilhante, constituído por tudo quanto a nobreza do Sacro Império tinha de mais elevado. Na fronteira francesa realizou-se a curiosa cerimônia da “entrega da arquiduquesa”. Havia um edifício que se compunha de duas partes absolutamente idênticas, das quais uma ficava em território francês, e outra em território alemão. O séquito da arquiduquesa, penetrando pela porta alemã, conduziu Maria Antonieta até os aposentos onde ela deixou definitivamente seus trajes de princesa do Sacro Império, trocando-os pelos de dama francesa. Assim vestida, Maria Antonieta penetrou, acompanhada apenas pelo embaixador austríaco, na parte francesa do edifício. Aí, toda a fidalguia a esperava, ostentando a incomparável elegância, a imensa riqueza e o requintado gosto artístico que caracterizavam a corte francesa de então.

Luís XVI, então simples príncipe herdeiro, era conhecido pela austeridade de sua conduta, e pela piedade, bondade e honestidade que ornamentavam seu caráter. Seus mais encarniçados adversários conseguiram levantar contra ele apenas três acusações: a de ser apático, glutão e habilíssimo serralheiro. No novo lar principesco, que se formava sem os vínculos de uma afeição profunda, o espírito cristão de que estavam imbuídos os nubentes, supria com vantagem a ausência de amor. Maria Antonieta e Luís XVI sempre foram esposos exemplares que construíram sobre os sólidos alicerces do respeito mútuo e da moralidade absoluta a indiscutível felicidade de sua vida familiar.

Os anos decorridos entre o casamento e a coroação, foram, talvez, os mais venturosos de toda a curta existência de Maria Antonieta.

Formosa, poderosa, rica, bem casada e venerada pelo povo com carinhosa dedicação, a jovem princesa tinha por única ocupação passear pelos suntuosos palácios da coroa de França, trazendo consigo sua corte estouvada e todo o luxo fulgurante de que se cercava constantemente. Entre seus dissabores, neste tempo de venturas, contavam-se as suas freqüentes e interessantes altercações com a condessa de Noailles, sua severa mestra de etiquetas, que a jovem princesa apelidara impertinentemente “Madame Étiquette”. Conta-se que, certa vez, tendo Maria Antonieta caído de um burrico que montava na presença de toda a corte, exclamou rindo ainda deitada no chão: chamem Madame Étiquette, para que me explique como se deve levantar a herdeira do trono da França, quando cai de um burrico.

Princesa de Lamballe

Uma das feições curiosas do caráter da jovem esposa de Luís XVI era seu desejo ardente de possuir uma amiga íntima, confidente de todos os momentos, e de todas as situações. Logo que atravessou os umbrais da porta que separava o passado da arquiduquesa do futuro da princesa de França, seu olhar pousou sobre uma dama de beleza ideal, a princesa de Lamballe, aparentada com a Família Real, e infeliz viúva de um dos fidalgos mais estouvados da França. A Princesa de Lamballe era jovem, formosa e essencialmente aristocrática na graça de seu porte, de uma elegância sem par. Seus olhos, de um azul profundo, refletiam toda a candura de sua alma sem maldade, e a imensa tristeza de sua juventude sem riso. Sua delicadeza era tal que, certa vez, desmaiara de susto diante de uma pintura representando um caranguejo. Esta foi a primeira e a mais sincera das amigas de Maria Antonieta. Pouco depois, porém, era substituída pela frívola condessa de Polignac. A princesa de Lamballe sofreu seu afastamento com a dignidade própria de uma grande alma: não se queixou e não se rebaixou. A princesa de Lamballe só reaparece no cenário decepada e mutilada nas ruas de Paris, quando vinha da Inglaterra, à procura da infortunada mártir, a quem a princesa perdoava, assim, nas amarguras do sofrimento, a infidelidade do tempo de venturas. Aquela que desmaiava diante de um caranguejo pintado, teve ânimo suficiente para arrostar o tufão revolucionário, e morrer pela causa da amiga que, no tempo dos esplendores, lhe fora infiel. A condessa de Polignac, porém, em vez de exercer sobre Maria Antonieta uma influência salutar, arrastou-a a uma jogatina desenfreada. Estava, então, em voga o jogo de azar extremamente dispendioso, chamado Faraó. As partidas de Faraó começavam à noite, na residência dos Polignac, e terminavam com os primeiros albores do dia, aos olhos da população escandalizada pela co-participação assídua da herdeira do trono. Foi esta uma fonte de merecidas censuras dirigidas a Maria Antonieta. Pouco depois, foi descoberta em um baile popular carnavalesco aquela que devia ser Rainha de França, que se divertia, aliás inocentemente, sem se lembrar da dignidade de sua posição. Pouco a pouco, os rumores foram se acentuando, e quando morreu o velho Luís XV, Maria Antonieta subiu ao trono contando já com numerosas antipatias.

Mesmo assim, foi grande o entusiasmo do povo, quando os aplausos anunciaram a Maria Antonieta, a altas horas da noite, que chegara, com o falecimento de Luís XV o momento de ser coroado rei de França e de Navarra o fraco e bom Luís XVI.

As festas da coroação foram um contraste curioso de miséria e pompa. Luís XVI, depois de sagrado e coroado rei de França, na antiquíssima e suntuosa Catedral de Reims, na presença de toda a nobreza e de todo o clero de França, depois de ter sido ungido pelo representante do Santo Padre com o óleo que, segundo a tradição, descera do céu no dia da conversão de Clovis, depois de ter recebido as homenagens dos elementos mais representativos e nobres da nação, saiu da Catedral acompanhado pelo Bispo de Autun, a tocar com suas mãos as chagas de mais de 2000 doentes de toda a espécie, que esperavam enfileirados na porta da Igreja, a saída do Rei que, segundo a tradição, deveria curar, com o simples toque de suas mãos soberanas, determinadas moléstias. Conta-se que, como prenúncio de tristes acontecimentos, a coroa, ao ser colocada sobre a cabeça do Rei, caiu das mãos do Núncio Apostólico, e, atingindo Luís XVI, na testa, feriu-o a ponto de fazer correr sangue.

Com a coroação, começa o longo padecimento da Rainha. O povo sofria fome, e não queria compreender que os gastos da corte eram, em grande parte, necessários para o decoro da Monarquia. O povo, sempre vítima de exploradores de torpe inconsciência, não compreendia que a nobreza gozava grandes privilégios, mas que, em compensação, sustentava a expensas próprias o exército e a marinha, provendo, por outro lado, aos gastos de grande parte da administração. O povo, enfim, não compreendia que o clero, esta classe denodada que sempre lutara pelo bem, contra todos os males, pelos fracos, contra todos os poderosos, e por Deus contra seus inimigos, este clero custeava, sozinho, as despesas dos atuais ministérios franceses da Instrução Pública e dos Cultos. Não, os sofismas de um espírito demolidor como Voltaire, a eloqüência lacrimejante e perversamente oca de Rousseau, haviam gangrenado toda a sociedade francesa. Esta nobreza frívola, que afetava esquecer-se de seu Deus, haveria de mostrar dentro em breve, que se esqueceria igualmente de seu Rei, de seu passado, e do enorme peso de glórias que representavam as nobres tradições de que era depositária. Estes fidalgos, cujos antepassados tinham sido leões, a vida dissipada e irreligiosa da corte os transformara em bailarinos. E o povo, movido pela inveja mais do que pela fome, e esquecido de que representar na sociedade um papel humilde é, também, desempenhar um mandato divino, lança-se furioso contra a organização política da França. O 14 de Julho, a invasão de Versailles por um bando de megeras arrastando atrás de si a vasa da população parisiense, a impor ao Rei fraco o boné frígio, e a insultar baixamente uma monarquia que estava impossibilitada de se defender, o massacre de sacerdotes inocentes, que pagavam com a própria vida o enorme crime de se terem dedicado de corpo e alma ao serviço de Deus, pregando Seu santo Nome e Sua Lei de paz e de amor, o assassinato de diversos fidalgos que não queriam desertar na hora do perigo do trono em volta do qual tinham passado a vida a dançar, este encadeamento horrível de crimes que veio sujar as páginas da História da Humanidade, abateu porventura a rainha de França, a filha dos altivos Habsburg? Nunca! Nunca, esta boneca de porcelana dos bailes do Trianon dobrou sua cabeça diante da ignomínia de seus inimigos. Nunca, nem um só momento, a soberana destronada deixou de ser Rainha, pois que, maior no sofrimento do que na glória, demonstrou, ao afrontar desarmada e com o filho no braço aqueles bêbados furiosos que invadiam os paços reais, que era de uma raça que não teme o perigo, máxime quando encarna uma causa justa.

Execução do Rei Luiz XVI

Arrastada a realeza na lama de Paris, vergada a fraca personalidade de Luís XVI sob o peso do infortúnio, o único baluarte da resistência era Maria Antonieta, que, fazendo de sua desdita um trono fulgurante para sua personalidade, afronta impávida, enorme, diante do sofrimento, armada apenas com a couraça sublime da fé e da resignação cristã, a onda que ia submergir a França. Até o último momento, esta soberana quis salvar seu trono, não por interesse pessoal, mas por amor ao princípio monárquico. E isto ela o fez sem vacilar, encorajando a todos, e nunca desesperando, mesmo quando a população a arranca das Tulherias, onde estava detida, e a conduz, ao som dos clamores e apupos da plebe, à sombra mortal da lúgubre prisão do Templo, mesmo quando é obrigada a ver, transida de horror e de remorso, a cabeça da denodada Princesa de Lamballe, de olhos vazados, cabeleira empoada e salpicada de sangue, e lábios lívidos, introduzida na ponta de uma haste, entre as grades da janela de sua masmorra, como testemunho da morte atroz e imerecida de sua melhor amiga.

Eis, senhores, sua tortura de Rainha. Foi completa, nada faltou, e tudo ela suportou com calma e resignação, arrancando, de quando em vez, brados de admiração de seus próprios adversários.

Como esposa, Maria Antonieta sofreu o maior dos martírios. Seu marido, ao qual ela dedicava todos os sentimentos de uma esposa católica exemplar, depois de ser alvo das mais cruéis afrontas, foi, enfim, arrastado a uma morte gloriosa para os pósteros, mas que parecia então absolutamente deprimente. De sua prisão do Templo, ouviu Maria Antonieta, certamente, o rufar dos tambores anunciando que a Convenção Nacional, em nome da igualdade, destruía o inocente representante da realeza, em nome da liberdade o impedia de se despedir, à beira do túmulo, de seu povo a quem muito amara, e em nome da fraternidade lhe iria tirar a vida na guilhotina.

Mas, senhores, foi a mãe que, em Maria Antonieta, sofreu as mais horrorosas torturas. Quando a Convenção foi separar Maria Antonieta de seu filho, esta, durante duas horas, cobrindo com seu corpo o do inocente principezinho, lutou contra o brutal sapateiro Simon e seu bando sinistro, só abandonando o filho quando, de todo em todo, lhe faltaram forças para resistir. Longos foram os meses da separação. Só, terrivelmente só, presa à vista em um quarto horrível da prisão do Templo, a infeliz mulher tinha como consolo único, e aliás poderoso, sua oração. Até hoje, conserva a França seu livro de Missa, sobre o qual caíram, com certeza, as lágrimas amargas daquela mãe que, no auge da infelicidade e do abandono, soube sempre agradecer a Deus o desamparo em que se encontrava.

Finalmente, foi ela processada pelo “Comité de Salut Public”, por trair a pátria, por ser uma nova Catarina de Médicis, por ser má esposa e mãe (…).

Guilhotina móvel

No processo, culminou o seu padecimento. O seu filho, embrutecido pelo álcool, tornou-se um verdadeiro animalzinho, que tinha como único e constante sentimento o medo. Imagine-se a cena: sobre um estrado, sentados os algozes que, no processo, se intitulavam juízes. Numa série de bancos, meia dúzia de indivíduos repugnantes, cheirando a álcool, desempenhavam o papel de jurados. A Rainha, magra, em uma longa roupa preta, de cabelos brancos inteiramente, velha na sua mocidade abatida e triste, entra com toda a majestade de sua decadência ainda altiva, ainda bela, e sempre digna e invencível, nesta jaula onde sua reputação e seu coração de mãe vão ser estraçalhados pelas feras mais desalmadas da História francesa. O interrogatório começa brutal, felino, perverso. A Rainha, ou responde com dignidade, ou se cala, desdenhando com seu silêncio a infâmia de certas acusações. Eis que é introduzido na sala o príncipe herdeiro dos tronos de França e de Navarra. Calçado de toscos tamancos, com um boné frígio na cabeça, um ar embrutecido e tristonho de quem, há muito, padece todos os horrores da barbaridade de um carrasco como Simon, e com a fisionomia estúpida dos alcoólatras inveterados, com uma voz chorosa, lança contra a mãe as maiores injúrias. Eis, senhores, o cúmulo do sofrimento. A cena, horripilante em si, dispensa comentários. Dir-vos-ei somente que a Rainha, num brado magnífico de coração de mãe ulcerado pela mais atroz das dores, lança, na eloqüência de sua alucinação, no horror de seu padecimento dantesco, um apelo a todas as mães presentes, perguntando-lhes se acreditam nas injúrias do menino. E, como se a natureza humana, no fundo daqueles corações de megeras, comprimida por muito tempo, explodisse enfim, foi na sala uma chuva de aplausos, e um delírio de entusiasmo daquele povo que fora ao tribunal para assistir feroz ao desenrolar do processo, toma-se subitamente de um formidável entusiasmo por sua vítima, e Maria Antonieta, no banco dos réus, no auge da ignomínia recebe uma formidável e sincera ovação de seus algozes. Que dizer, senhores, deste lance histórico?

"Última Comunhão da Rainha Maria Antonieta" - Óleo de Michel-Martin-Drolling. 1816 - Capela Expiatória, Conciergerie Paris

Veio, enfim, a morte. Deus, na sua imensa bondade, preparara no Céu o lugar digno daquela que tanto tinha sofrido, amando-O mais quando lhe enviava penas, do que na plenitude de seus prazeres. No dia 16 de outubro de 1793, cessou seu longo martírio, na guilhotina cuja lâmina, ao mesmo tempo criminosa e caridosa, cortou o fio de sua extraordinária existência.

Assim terminou a soberana mártir, cuja história lembra um minueto delicado e palaciano cujas notas harmoniosas fossem bruscamente abafadas pelo rugido pavoroso de uma horrenda farândola revolucionária.

(Discurso do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira na Academia Mariana em São Paulo – 1928)

sábado, 22 de outubro de 2011

Nigella Lawson fuma, bebe, come carne vermelha e doces, e, aos 51 anos, é linda

Achei a imagem na internet e resolvi compartilhar pela comparação:
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Sim, a Nigella está com um decote exagerado.

Sim, deve ter botox.

Sim, é claro que o fator genético deve ser levado em conta.

Sim, é óbvio que não estamos dizendo que fumar e beber sejam “receitas de saúde”.

Sim, é igualmente notório que não estamos desconsiderando os efeitos distintos do consumo de certos alimentos ou cultivo de certos hábitos em cada pessoa.

Todavia, vale a imagem acima como um alerta contra a verdadeira tara de alguns pela “saúde 100%”, à moda Paulo Cintura (“Saúde é o que interessa…”). A felicidade não pode ser ignorada. Do que adianta só comer coisas “naturebas” e viver até os 120 anos, sem aproveitar nossa vida no contato com Deus e com alguns prazeres lícitos e na medida certa?

As fotos no link abaixo mostram a beleza e a elegância da Nigella Lawson. Resta lembrar que nem todas são modelos de recato, pelo que devem ser adaptadas. A chef tem mamas fartas, pernas torneadas e quadris largos, e, por isso, certas roupas nela, ainda que elegantes e bonitas, e nada vulgares, são, mesmo assim, contrárias à modéstia.

CLIQUE NA GALERIA PARA VER:

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Especial: o casamento dos príncipes William e Kate

Meu marido, Rafael, escreveu algumas linhas em seu Twitter e no Facebook, sobre os eventos desta sexta:

Ainda restam na Grã-Bretanha traços do império cristão que foi, e essas sementes contra-revolucionários fazem uma tremenda falta. Não podemos, de maneira moderna, desprezar as elites e os países líderes, mas rezar para que nos liderem de modo positivo. God save the Queen!

Aos que não entenderam o motivo para tanta comoção: o povo britânico não foi às ruas pelas frivolidades que a mídia fofoqueira ressalta, e sim pela importância do ato, pela sacralidade do matrimônio, pela liturgia anglicana, e para confirmar como a monarquia fala alto ao coração do homem. Há uma profundidade em tudo isso.

O casamento real deveria nos sensibilizar pela sua beleza. Rejeitamos o vestido pelo vestido, o fardamento do príncipe pelo fardamento do príncipe, os paramentos pelos paramentos, a banda pela banda, a carruagem pela carruagem, o banquete pelo banquete, mas não rejeitamos eles em si mesmos pelos valores que significam. Que bom que és sincera em dizer que não te sensibilizou, mas que isso seja um passo para te sensibilizares, pois a beleza de um casamento real, mais do que outros casamentos, é o sinal de uma alma católica que aprendeu a ver profundidade nas coisas. Somos homens, não fantasmas: o exterior deve nos tocar, deve nos falar, e simbolizar algo mais profundo.

Ainda mais sendo da monarquia, que é o símbolo de cada família. O príncipe e a princesa não são melhores do que ninguém, mas o fausto em suas cerimônias deve ser maior por conta da importância do que representam. Se há fausto neles, isso se reflete em todos nós. Qual raiz ou caule de planta terá vergonha da flor da mesma planta?

Vejam, todos os casamentos, por simples que sejam, devem procurar ser, de algum modo, belos. E não falo da beleza interior do sacramento ou do compromisso entre os noivos. Não! Falo do exterior mesmo: o exterior deve refletir o interior e, se o interior é belo, o exterior deve refletir esse belo.

Só que há uma hierarquia natural na sociedade. Não vamos cobrar o mesmo esplendor de beleza de um casal mais pobre, como se necessitassem casar como os príncipes.

Por outro lado, não dá para achar que é humildade um príncipe casar como se pobre fosse. O príncipe representa algo, sinaliza as justas hierarquias da sociedade, da vida, e essas hierarquias são um sinal divino, já que Deus criou o mundo COM ORDEM (uns superiores aos outros, desde o homem até uma pedra, e com vários níveis de subordinação entre os homens, os animais, as plantas etc).

Logo, essa função do príncipe deve ser simbolizada também em seus atos. Se o meu casamento foi belíssimo, e foi, o do príncipe deve ser AINDA MAIS. Tem OBRIGAÇÃO de assim ser!

Para continuarmos na família real britânica, vejam esse artigo escrito pelo grande pensador católico, Dr. Plínio Corrêa de , na época da coroação da Rainha Elizabeth II (avó do príncipe William, que hoje se casou): http://www.pliniocorreadeoliveira.info/1953_031_CAT_Por_que_o_nosso_mundo.htm

Agora, fotos das convidadas mais elegantes e, ao mesmo tempo, modestas e recatadas. Não basta ter classe e se vestir com beleza: é preciso ter distinção e modéstia como expressão das virtudes da castidade e da caridade.

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Carole Middleton, a mãe da princesa Kate

 

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Joss Stone

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Samantha Cameron, esposa do primeiro-ministro

 

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Princesa Máxima, da Holanda

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Princesa Letizia, da Espanha

 

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Rainha Elisabeth II

 

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Sophie Wincleman, esposa do Lord Frederick Windsor

 

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Rainha Sofia, da Espanha

 

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Sophie, Condessa de Wessex

 

E agora a mais elegante e bonita de todas. Vejam o casaco, as luvas, o sapato e o chapéu. E o olhar distinto e charmoso. Porte de princesa!

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Charlene Wittstock, futura princesa de Mônaco, noiva do príncipe Albert

 

Enfim, fotos do casamento, do desfile em carruagem, e das festas (uma após a cerimônia, oferecida pela Casa Real; e outra à noite, oferecida pela família da noiva). As fotos não estão em ordem.

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